sexta-feira, 27 de abril de 2012

FIO APARENTE? AGORA É MODA

Luminária pendente sem cúpula, com soquete
e lâmpada descobertos, está em alta

Cordão Luminária Ponto, assinada pela Haz Design, feita à mão
em crochê, com 6 metros de comprimento

Com soquetes coloridos, esse pendente é da marca dinamarquesa Muuto.

Para quem é talentoso com agulhas e linhas: luminárias de crochet.O fio da luminária e a parte onde se encaixa a lâmpada, revestido de crochet. Idéias do site schonner wohnen.

 O fio da lâmpada é encapado de crochet, e antes do soquete, um trabalho que lembra uma argola, para fazer uma graça. Acredito que esse tipo de trabalho não pode utilizar lâmpadas acima de 40 watts, para não aquecer demais os fios do crochet.

Além do fio e meia lâmpadas estarem revestidos de crochet, se deixou
muito fio sobrando, pra fazer essas voltas...

E uma estrutura de cúpula, revestida de crochet também...
No detalhe, a lâmpada da luminária anterior.

Um pouco de história
A luz centenária é uma lâmpada comum, de filamento de carbono de quatro watts, fabricada no final de 1890 pela Shelby Electric Company.A lâmpada é tão antiga que foi produzida apenas onze anos depois de Thomas Edison fazer a primeira demonstração pública de sua invenção.

A lâmpada foi doada em 1901, por Dennis Bernal, para o posto do corpo de bombeiros de Livermore, na Califórnia, e encontra-se lá até hoje, em funcionamento.Antes disso, algumas evidências sugerem que ela esteve em, pelo menos, quatro lugares antes de pertencer ao corpo de bombeiros.

A primeira vez que sua longevidade chamou atenção, foi em 1972 e, após uma reportagem ter sido escrita, a estória começou a despertar o interesse do público.Neste mesmo ano, a lâmpada foi parar nas páginas do Guiness Book como “A luz mais duradoura”.

Durante os 107 anos que está em poder bombeiros, a luz foi desligada algumas poucas vezes, sendo que a última foi em 1976, por motivo da mudança do departamento para um novo local.Ela ficou privada de eletricidade por apenas dez minutos e seu fio foi cortado por medo de que fosse danificada na tentativa de desinstalá-la.Desde então, a luz não foi desligada nos últimos trinta e dois anos.

Curiosamente, entre 1988 e 2006 a luz não aparece listada no livro dos recordes, voltando em 2007 sem razão aparente. A lâmpada tem seu próprio site e um dos links, mostra imagens atualizadas a cada dez segundos direto do posto do corpo de bombeiros de Livermore.

Site da lâmpada - http://www.centennialbulb.org

Casa de Valentina mostrou...
O site www.casadevalentina.com.br mostrou recentemente esta matéria, que achei interessante e aqui reproduzo.

Quem diria que uma simples lâmpada poderia fazer tanta diferença em uma decoração? A tendência veio lá da gringa, provavelmente nasceu nas casas escandinavas, mas agora chega ao Brasil com tudo! São as lâmpadas nuas, simples, penduradas em fios básicos, coloridos ou não. O recurso dá um up em qualquer ambiente, e o melhor é que você pode brincar com os fios, pendurar várias juntas, ou quem sabe uma solitária, ali, ao lado da cama, ou sobre a mesinha da sala. Enfim, mil e uma possibilidades! Veja abaixo algumas opções inspiradoras e invista nessa ideia.
Fotos: Pinterest, Bright Bazaar, Casa Vogue

O MAGO DA LUZ: INGO MAURER


Não é novidade para ninguém que as lâmpadas incandescentes vão desaparecer, né? Esse tipo de lâmpada gasta muita energia e hoje já é substituida por o sistema de lâmpadas tipo LED, nova tecnologia que economiza, e muito, energia. Ótimo recurso para os dias de hoje onde nós, designers, nos preocupamos cada vez mais com a sustentabilidade. Acredita-se que em 2016 essa lâmpada não exista mais. Em outros países já está com escassez no mercado.

A evolução da iluminação pende para tecnologias de menor consumo de energia, caso das fluorescentes compactas e os LEDs, uma das mais promissoras propostas para o futuro graças à seu baixo consumo e seu longo ciclo de vida, que pode alcançar até 100 mil horas de uso. Hoje os produtos que envolvem LEDs são muito caros no Brasil, só por isso ainda não foram totalmente substituídos mas, se formos analisar o custoXbenefício, mesmo com o preço tão alto, elas ainda têm grande vantagem em cima das outras.

O Alemão Ingo Maurer, considerado o Mago da luz, prestou uma última homenagem à lâmpada incandescente, mais precisamente ao seu formato característico. O sistema criado por ele possui cabos aparentes que estão submetidos à alimentação por baixa voltagem, os filamentos no interiores do bulbo, aparentemente incandescentes, são na verdade pequenos LEDs de última geração, afirma Marcelo Lima do jornal Casa do Estado de S. Paulo.


As criações de Ingo são muito diferentes, munida de criatividade, excelente desempenho, condições de brilho. São verdadeiras obras de arte e trata-se de uma revolução na área. São objetos inspiradores e poéticos.



 










Fonte: (Jornal Casa do Estado de S. Paulo / Google / Site oficial Ingo Maurer)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

PLASTIQUE FANTASTIQUE

Plastique Fantastique é um escritório irreverente de arquitetura que oferece possibilidades performáticas para ambientes urbanos.

Com base em Berlin, o escritório vem sendo influenciado desde 1999 por circunstâncias únicas que transformam qualquer parte da cidade num laboratório de experiências.

As estruturas sintéticas da Plastique Fantastique afetam o ambiente como bolhas de sabão e geram um estranhamento e novas relações com estruturas já estabelecidas. Misturando as estruturas na paisagem é criada uma passagem entre o espaço privado e o público.


As instalações interferem no contexto propondo um novo espaço que corta o dentro e o fora. Não importa se o público apenas olha para a bolha, anda em volta dela ou chega a entrar no novo ambiente, de qulaquer maneira a bolha interfere e propõe reflexões adversas num espaço extraordinário e temporário.


A Plastique Fantastique cria luzes e fluidos volumes que podem ficar na rua, cobrir uma parede, ficar comprimida numa passagem de jardim, invadir um apartamento e ainda gerar uma nova urbanidade.

Fonte: Arquiteto e designer Athur Casas
EM MIAMI, APARTAMENTO COM GARAGEM NA SALA

Unidade em prédio com elevador para carros
custará até R$ 27 milhões

Os brasileiros viraram alvo não só de empreendimentos imobiliários de luxo no exterior, mas também daqueles que oferecem requintes de excentricidade. Nesta quinta-feira, 26 de abril, será apresentado em São Paulo, em primeira mão no mundo, num evento fechado para 300 convidados, um condomínio de luxo em Miami, nos Estados Unidos, no qual será possível estacionar o automóvel dentro do apartamento.
O veículo será conduzido ao andar do apartamento pelo motorista, que não precisa sair do carro, por meio de um elevador, que sobe na mesma velocidade de um elevador comum. E o proprietário poderá admirar o carrão, que terá um local reservado e envidraçado ao lado da sala de estar, com espaço para dois veículos.

"Percebemos que o brasileiro é um grande cliente do mercado imobiliário americano, principalmente nas cidades Miami, Orlando e Nova York. Ele gasta com imóveis 20% a mais do que outros compradores estrangeiros", afirma Cristiano Piquet, sócio da Piquet Realty, empresa especializada na prestação de serviços a brasileiros em Miami. Ele está encarregado de fazer o pré-lançamento do edifício no País e os interessados podem fazer uma pré-reserva de uma unidade no prédio que só será lançado em julho.

Batizado de Porsche Design Tower, o edifício terá 57 andares e somente 132 apartamentos. O menor apartamento, de 400 metros quadrados sai por R$ 5,4 milhões. O maior, com 1,5 mil metros quadros, custará o equivalente a R$ 27 milhões. Nas contas de Piquet, o preço do metro quadrado é R$ 13,5mil. "É mais barato do que na Vila Nova Conceição ( bairro Paulistano de lato padrão)", compara.
Porsche. O edifício localizado, na praia de Sunny Isle, uma das melhores da cidade, segundo Piquet, começa a ser construído no fim de 2012 e entregue em 2016. Nele, os empreendedores, que são o construtor Gil Dezer e a Porsche Design, vão investir perto de US$ 600 milhões para erguer o prédio. Piquet conta que é a primeira vez empresa alemã Porsche, sinônimo de carros de luxo, vai trazer para o setor imobiliário a sua marca. "A tecnologia dos dois elevadores usados no edifício será a mesma que a montadora utiliza para estocar os carros em prédio verticais na Alemanha", explica o executivo.

A expectativa de Piquet é que metade dos apartamentos sejam pré-reservados para compra no evento deste dia 26. "Convidei para o evento todos os 50 pilotos da fórmula Porsche no Brasil, entre os quais estão grandes empresários, e eles se mostraram interessados", conta.

Além do requinte da garagem dentro do apartamento, as unidades terão pé direito com sete metros de altura, vista panorâmica e adega envidraçada no lobby do edifício. Segundo Piquet, cada condômino terá a sua chave e poderá apreciar o estoque de bebidas do vizinho.

O executivo conta que no evento desta quinta-feira, 26 de abril, também serão apresentados dois outros empreendimentos que já foram lançados. Um deles é um resort de casas e terrenos dentro da Disney. O outro é um condomínio no Soho, em Nova York, do Donald Trump.


Fonte: Márcia De Chiara/O Estado de S.Paulo

terça-feira, 24 de abril de 2012

A TERRA COMO TETO

A arquitetura para lá de ecosustentável do suíço Peter Vetsch se revela em formas arredondadas que lembram o mestre catalão Antoni Gaudí. E com um detalhe no mínimo inusitado: as casas são construídas embaixo da terra


Chamadas Earth Houses, ou casas de terra, essas construções são ecológicas e sustentáveis muito antes desses conceitos se tornarem moda. Vetsch começou a criá-las em 1978, na Suíça, baseado na interpretação de uma consciência ambiental, de arquitetura ecológica e progressista.

Essas moradias -- que para alguns lembram o estilo residencial dos Hobbits, criaturas criadas pelo professor, filósofo e escritor J. R. R. Tolkien, autor do livro O Senhor dos Anéis -- se destacam por sua proximidade com a natureza. E permitem uma experiência para além das habituais quatro paredes e seus ângulos retos.

A casa de terra usa seu entorno como uma vantagem: os arredores não são adaptados para a construção, a casa é moldada na terra a fim de preservar o meio ambiente natural. O resultado é no mínimo intrigante.







Essas Earth Houses foram construídas na cidade de Dietikon, na Suíça, num terreno de 4.000 m2. As casas têm entre 60m2 e 200m2.

As mudanças pessoais e sociais em nossa comunidade global requer intervenções flexíveis e multifuncionais, além de soluções adaptadas do nosso ambiente construído. Infelizmente, a maioria das construções contemporâneas segue, segundo Peter Vetsch, um modelo que é resultado do pensamento convencional em projetos de dias passados. Para ele, a arquitetura não deve ditar a natureza, mas sim, cooperara com ela.
Vetsch prega que a arquitetura sustentável deve ser, preferencialmente, integrada ao ambiente natural e estar em uma relação simbiótica com ele.

Em seu site (www.erdhaus.ch), o arquiteto explica os benefícios e a engenharia das Earth Houses. Ele diz que em comparação com as tradicionais residências construídas sobre o solo, o objetivo de construir uma casa sob o solo é outro: não viver sob ou no chão, mas com o chão. Parece estranho. Mas, Vetsch esclarece: "se chão e casa são separados, uma casa é construída no ar, resultando na perda de calor e umidade, além da 'casca' exterior perder vida."

Porque o conceito é interessante e vale a pena pensar sobre ele?

O conceito de casas de terra utiliza o solo como um cobertor de isolamento eficiente, que a protege da chuva, das baixas temperaturas, vento e abrasão naturais.

Uma casa de terra não tem que necessariamente ser construída sob a terra. Ela pode ser erguida sobre o terreno crescido naturalmente. Assim, é uma construção flexível, que pode ser feita de acordo com os desejos de seus donos, cumprindo necessidades individuais, garante o arquiteto suíço.

Outros benefícios:
  •  Isolamento: as Earth Houses são concebidas como arcos integrais e uma das consequências diretas desse tipo de engenharia é o isolamento altamente eficiente. A redução do calor e a "poupança" de energia somam cerca de 50%.


  • Luz: são construídas utilizando fachadas de vidro, permitindo luz natural abundante. Banheiros e salas secundárias ganham domus.


  • Aquecimento natural: uma única célula de 4m2 pode fornecer energia para uma família de quatro pessoas, com 50% a 70% da necessidade de água quente.

  • Proteção: a exclusiva arquitetura das casas de terra a protegem muito bem contra tempestades severas. Elas não podem ser arrancadas ou derrubadas por ventos fortes. A engenharia estrutural e, acima de tudo, a falta de cantos e partes expostas (telhado), eliminam as superfícies vulneráveis que de outro modo facilmente sofreriam danos.


  • Impermeabilidade: a arquitetura específica das casas de terra as tornam quase herméticas. O ar úmido não consegue penetrar em suas estruturas, o que evita danos estruturais. 




No interior das casas, tudo arredondado.

Saiba mais sobre Peter Vetsch 

 "Uma boa arquitetura é também uma escultura"
Peter Vetsch cursou escola pública em Sax, na Suíça, de 1950 até 1956. Fez escola agrícola em Cernier e graduou-se em 1962. Foi aprendiz em projetos de estruturas em Winterthur e trabalhou para um escritório de arquitetura em St. Gallen. Nos anos seguintes, estudou na escola de Arte de Dusseldorf, na Alemanha, e graduou-se em 1970. Depois disso, trabalhou em diversos escritórios de arquitetura da Alemanha e da Suíça.

Vetsch criou seu próprio escritório de arquitetura em 1978, em Dietikon, na Suíça. Desde lá, fez seu nome e carreira com o desenvolvimento da arquitetura das Earths Houses. Até hoje, implantou mais de 70 casas na Suíça e em outros países. Ele também construiu casas convencionais.