terça-feira, 24 de abril de 2012

A TERRA COMO TETO

A arquitetura para lá de ecosustentável do suíço Peter Vetsch se revela em formas arredondadas que lembram o mestre catalão Antoni Gaudí. E com um detalhe no mínimo inusitado: as casas são construídas embaixo da terra


Chamadas Earth Houses, ou casas de terra, essas construções são ecológicas e sustentáveis muito antes desses conceitos se tornarem moda. Vetsch começou a criá-las em 1978, na Suíça, baseado na interpretação de uma consciência ambiental, de arquitetura ecológica e progressista.

Essas moradias -- que para alguns lembram o estilo residencial dos Hobbits, criaturas criadas pelo professor, filósofo e escritor J. R. R. Tolkien, autor do livro O Senhor dos Anéis -- se destacam por sua proximidade com a natureza. E permitem uma experiência para além das habituais quatro paredes e seus ângulos retos.

A casa de terra usa seu entorno como uma vantagem: os arredores não são adaptados para a construção, a casa é moldada na terra a fim de preservar o meio ambiente natural. O resultado é no mínimo intrigante.







Essas Earth Houses foram construídas na cidade de Dietikon, na Suíça, num terreno de 4.000 m2. As casas têm entre 60m2 e 200m2.

As mudanças pessoais e sociais em nossa comunidade global requer intervenções flexíveis e multifuncionais, além de soluções adaptadas do nosso ambiente construído. Infelizmente, a maioria das construções contemporâneas segue, segundo Peter Vetsch, um modelo que é resultado do pensamento convencional em projetos de dias passados. Para ele, a arquitetura não deve ditar a natureza, mas sim, cooperara com ela.
Vetsch prega que a arquitetura sustentável deve ser, preferencialmente, integrada ao ambiente natural e estar em uma relação simbiótica com ele.

Em seu site (www.erdhaus.ch), o arquiteto explica os benefícios e a engenharia das Earth Houses. Ele diz que em comparação com as tradicionais residências construídas sobre o solo, o objetivo de construir uma casa sob o solo é outro: não viver sob ou no chão, mas com o chão. Parece estranho. Mas, Vetsch esclarece: "se chão e casa são separados, uma casa é construída no ar, resultando na perda de calor e umidade, além da 'casca' exterior perder vida."

Porque o conceito é interessante e vale a pena pensar sobre ele?

O conceito de casas de terra utiliza o solo como um cobertor de isolamento eficiente, que a protege da chuva, das baixas temperaturas, vento e abrasão naturais.

Uma casa de terra não tem que necessariamente ser construída sob a terra. Ela pode ser erguida sobre o terreno crescido naturalmente. Assim, é uma construção flexível, que pode ser feita de acordo com os desejos de seus donos, cumprindo necessidades individuais, garante o arquiteto suíço.

Outros benefícios:
  •  Isolamento: as Earth Houses são concebidas como arcos integrais e uma das consequências diretas desse tipo de engenharia é o isolamento altamente eficiente. A redução do calor e a "poupança" de energia somam cerca de 50%.


  • Luz: são construídas utilizando fachadas de vidro, permitindo luz natural abundante. Banheiros e salas secundárias ganham domus.


  • Aquecimento natural: uma única célula de 4m2 pode fornecer energia para uma família de quatro pessoas, com 50% a 70% da necessidade de água quente.

  • Proteção: a exclusiva arquitetura das casas de terra a protegem muito bem contra tempestades severas. Elas não podem ser arrancadas ou derrubadas por ventos fortes. A engenharia estrutural e, acima de tudo, a falta de cantos e partes expostas (telhado), eliminam as superfícies vulneráveis que de outro modo facilmente sofreriam danos.


  • Impermeabilidade: a arquitetura específica das casas de terra as tornam quase herméticas. O ar úmido não consegue penetrar em suas estruturas, o que evita danos estruturais. 




No interior das casas, tudo arredondado.

Saiba mais sobre Peter Vetsch 

 "Uma boa arquitetura é também uma escultura"
Peter Vetsch cursou escola pública em Sax, na Suíça, de 1950 até 1956. Fez escola agrícola em Cernier e graduou-se em 1962. Foi aprendiz em projetos de estruturas em Winterthur e trabalhou para um escritório de arquitetura em St. Gallen. Nos anos seguintes, estudou na escola de Arte de Dusseldorf, na Alemanha, e graduou-se em 1970. Depois disso, trabalhou em diversos escritórios de arquitetura da Alemanha e da Suíça.

Vetsch criou seu próprio escritório de arquitetura em 1978, em Dietikon, na Suíça. Desde lá, fez seu nome e carreira com o desenvolvimento da arquitetura das Earths Houses. Até hoje, implantou mais de 70 casas na Suíça e em outros países. Ele também construiu casas convencionais.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

ZARA HOME CHEGA AO BRASIL

Rede espanhola de moda inaugura loja de produtos voltados para a casa em São Paulo

          Divulgação
A marca de fast fashion se transformou em uma das queridinhas do mundo da moda e agora lança uma novidade que vai agradar aos brasileiros que gostam de decoração. A Zara vai abrir em São Paulo a primeira loja de produtos voltados para a casa da América Latina. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do grupo Inditex, controlador da rede espanhola. E a loja já tem até endereço certo: funcionará no Shopping JK Iguatemi, na Vila Olímpia, zona sul da capital paulista, assim que o empreendimento for inaugurado, em breve.

Nas prateleiras, o público encontrará produtos como louças, roupas de cama, mesa e banho, acessórios, copos e outras peças para a casa. A Zara Home já têm 310 lojas, espalhadas por 38 países. Pelas fotos do catálogo europeu, dá para ter uma ideia do que virá por aí quando a marca abrir suas portas. Confira:

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A primeira Zara Home da Amérlica Latina será inaugurada em São Paulo.
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A loja venderá louças, objetos de decoração e roupas de cama, mesa e banho.
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A loja abre suas portas junto com o Shopping JK Iguatemi, na zona sul de São Paulo.
Divulgação
Pelas peças do catálogo europeu, já dá para ter uma ideia do que vem por aí.
COMPREENDER O OUTRO
É ESSENCIAL PARA O DESIGNER DE INTERIORES

O primeiro número da recém-lançada revista Conceitual, da Associação Brasileira de Designers de Interiores, traz um artigo do arquiteto Jéthero Cardoso de Miranda que pode parecer, a princípio, raso para os profissionais que já atuam na área. Na verdade, o artigo se mostra de uma importância ímpar até mesmo para os veteranos do design de interiores. Por isso, este blog reproduz o texto. Com a palavra, o Sr. Jéthero Cardoso:


São várias as qualificações que um designer de interiores deve ter para exercer a profissão. A concepção e a execução de um projeto envolvem questões que vão, desde o universo artístico e suas subjetividades, até as mais sofisticadas tecnologias, passando por conhecimentos técnicos sobre os materiais e seus significados.


Projetar interiores não é apenas ornamentá-los. É adequar o ambiente ao usuário seguindo preceitos de normas técnicas; de conforto térmico, acústico e lumínico; da escolha acertada dos móveis, equipamentos e suas possibilidades; e da racionalidade e funcionalidade de todos os componentes. Ou seja, o projeto resulta de pesquisa, de experimentos estéticos que busquem a criação de ambientes inovadores, acolhedores e funcionais.

Mas, entre as qualificações imprescindíveis, uma merece mais atenção do que as outras. Todo designer de interiores deve ser um colecionador de amigos.

Esse profissional deve ser
um colecionador de amigos

Esse profissional mantém, por vezes, contato extremamente próximo com o cliente. E, para exercer o ofício, precisa respeitar e compreender os motivos, as escolhas, a cultura e as vontades do cliente. Tem que que compatibilizar orçamentos, executar obras, administrar pagamentos. Em resumo, ser um amigo confiável.

Nesse sentido, os futuros designers de interiores teriam que ter como primeira vocação gostar do ser humano.

O designer de interiores, através do
seu ofício, gera as condições de
onde pode emergir a felicidade

Projetar o espaço onde acontecerão os desdobramentos da vida de uma pessoa envolve aspectos que passam por dúvidas, escolhas, angústias, custos, desejos e sonhos. Por isso, projetar interiores é compreender o outro em sua totalidade, sem nenhum preconceito ou qualquer discriminação.

 
O exercício dessa profissão está intimamente relacionado com a existência humana e suas responsabilidades vão muito além dos aspectos técnicos e estéticos. O designer de interiores, através do seu ofício, gera as condições de onde pode emergir a felicidade.

Jéthero Cardoso de Miranda é arquiteto e designer de interiores; coordenador do Curso de Design de Interiores da Faculdade de Belas Artes de São Paulo; professor da disciplina de Processos Criativos. É autor de projetos de movéis residenciais para produção em escala industrial.
SÁBIAS PALAVRAS

O único e verdadeiro fracasso que um ser humano pode contabilizar em sua existência é o de se abster de fazer o que a necessidade indicar para cada momento.

Evidentemente, nem sempre conseguimos ser bem sucedidos, não importando quão eficientes tenhamos sido ou o tamanho da boa intenção com que tenhamos agido. Porém, só pelo fato de termos agido quando a necessidade surgiu, isso nos torna vitoriosos, independente de que o resultado não seja esperado. 

domingo, 22 de abril de 2012

FEIRA DE MILÃO 2012

Semana de Design explora alternativas de uso do móvel sem perder de vista a questão ambiental

Maior encontro mundial do setor, a Semana de Design de Milão 2012 já começou. De hoje, 17, até domingo, 22, um total de 2.500 expositores lançam produtos e fazem mostras conceituais, que vão de móveis a acessórios para decoração, passando por cozinhas, banheiros e protótipos concebidos por jovens apostas do mercado. A cidade espera receber mais de 300 mil visitantes de 160 países.
Público observa castiças da Kartell Home, durante o Salão do Móvel de Milão 2012, que começou dia 17 de abril e terminou no domingo, 22.

Alguns dos produtos mais antecipados da feira vêm de grandes empresas com a Samsung, que vai mostrar um ambiente de cozinha dotado de tecnologia sensível ao toque. A cozinha experimental desenhada pela italiana Toncelli Kitchens/Experientia traz uma tecnologia que permite aos aspirantes a chef puxar diretamente da superfície do balcão suas receitas favoritas, com fotos e vídeos.

Outra novidade é a estreia da Mercedes-Benz, que mostrará em Milão sua primeira linha de móveis para casa, incluindo mesas e cadeiras. Comercializadas sob o rótulo Mercedes-Benz Style, os produtos foram criados em parceria com o grupo Formitalia e fazem referência às linhas dos carros da marca.

Durante a feira, eventos paralelos tomam conta da cidade italiana. O FuoriSaloni, por exemplo, faz uma mistura de comercial e experimental ao mostrar trabalhos de novos designers. Um dos destaques é a poltrona dobrável Beverly, de Antonio Citterio para B&B.

Na Zona Tortona, onde fica ateliês, showrooms e mostras alternativos, um dos destaques é a multimarcas parisiense Merci, que apresenta uma pop-up store que dura apenas até o fim de semana. A loja chega à semana italiana pelas mãos da arquiteta e e designer Paola Navone, que leva para a casa móveis contemporâneos, peças vintage e coleção de mesas e poltronas desenhadas por ela para a Eumunes.


Um dos destaques deste ano é o estande da marca francesa Roche Bobois, que sempre lança móveis de vanguarda e muito interessantes. Com cores fortes, como verde, azul claro, laranja e amarelo, as peças da marca se destacam em meio aos outros produtos do grande salão. Montado como se fosse uma vibrante sala de estar, o estande revela uma ideia muito legal: no piso, uma composição com 4 tapetes com estampas similares, porém em outros tons, cria um jogo divertido de olhar. Os pufezinhos que se encaixam também são a coisa mais linda! Ah, e a mesa de centro, é claro, incrível, sem comentários! rsrs...




Mais fotos das novidades da feira

Cozinha amarela e preta? Sim, porque não. Tendência.
Um jeito de dormir italiano.

Desenhado pelo festejado designer Philippe Starck, a coleção Axor de chuveiros. As torneiras tornam-se um sistema modular que oferece "experiências aquáticas" diversificadas.

Trazer a abstração para o mundo tradicional da carpintaria parece ser a intenção da empresa italiana Crcic com Mattiazzi.
Sala de banho na moda. Depois de lançar roupas de cama, almofadas e luminárias, a badalada grife Missoni Home está chegando ao banheiro por meio de uma parceria com a Vallvé. Ambiente criado pela arquiteta Consuelo Jorge, que esteve em Milão e nos presenteou com fotos do ambiente.




Banheira quadrada. Tendência.

Biblioteca suspensa. Conceito da Lago.

Outra banheira com desenho fora do convencional.

Design de Jean Prouve (1949) para a Vitra. Cômoda de Charles & Ray Eames.


Momento relax. Ligne Roset com design do Estúdio Dögg & Arnved.

Sofá desenhado por Andrei Munteanu para Kartell. Atenção para a mesa de centro.

Elegante, a cabine de banho de Chiocciola pode ser vista no showroom da Agape.

Poltrona da designer espanhola Patricia Urquiola para a B&B Italia. A criação não é nova, mas parece ter se tornado um ícone do bom design mundial. Por isso presente na feira de Milão deste ano.

Ambiente exótico da Cerasa.

Hall cinza, só elegância. Antonio Furniture, Muebles G3.
Poltronas em forma de flor premiadas no Salão de Milão deste ano. Design de Kati Meyer-Brühl.
Aconchego nos móveis para área externa. Design de Patricia Urquiola, coleção Vieques.

Este móvel lembra criações antiga dos Irmãos Campana, mas tem design de Massimo Pentru, para a Edra.

Lavabo de Gisella Innocenti. Destaque para o espelho e o revestimento escuro.

Novo modelo de sofá da grife Hemès.

A vedete deste banheiro é a coleção de lavatórios Urban, da brasileira Rocca.

Cozinha da tradicional empresa suiça de móveis Curtii Regale a Suediei, fundada em 1923.

Destaque deste quarto temático é o capitonê da cabeceira da cama, além do ambiente todo decorado em branco. Capitonê, aliás, que voltou à baila na decoração e está presente em várias peças do Salão.
Mais uma peça em que o capitê brilha.
Cadeiras da Arper (www.arper.com), coleção Juno, do designer Jamer Irvine.

Sofá Fenix. Designer Ludovica+Roberto Palomba, para a Driade.

O Salão de 2011
Dieter Rams, designer industrial alemão intimamente associado à empresa de eletroportáteis Braun, sintetizou recentemente sua abordagem de design na frase "weniger, besser aber", que pode ser traduzida como "menos, mas melhor". Ligado a uma concepção funcionalista do design, nos últimos tempos, seu nome têm vindo à tona sempre que se discutem os rumos do design internacional.
Antes de mais nada inovador e esteticamente atraente, um bom produto, nas palavras de Rams, precisa ser útil e fácil de se entender. Deve conter tão pouco design quanto for possível. Deve ser durável e produzido com atenção a seus mínimos detalhes. E é, fundamentalmente, comprometido com a preservação do meio ambiente. Em poucas palavras, o ideário defendido por nove entre dez lançamentos apresentados na grande quermesse milanesa do design.
De bem com a vida e inéditos em seus formatos, uma nova safra de móveis, cada vez mais orgânicos e desarticulados, desponta no horizonte. Entre mesas, cadeiras e armários, a flexibilidade de uso se torna palavra-chave, enquanto nos domínios dos estofados (incluindo camas), a descontração é a senha. Sentar, deitar ou apenas se recostar da forma mais cômoda e individual possível são atividades que passam a ser levadas muito a sério. Tão a sério, a ponto de se transformar em pura brincadeira.

Vale, por exemplo, transformar uma simples cadeira em mancebo, como fez a Moooi. Exagerar nas cores como Gaetano Pesce na Meritalia. Ou ainda oferecer um canteiro de cáctus como possibilidade de assento, como fez a dupla de estilistas-designers, Maurizio Galante e Tal Lancman, para a Cerruti Baleri.Na linha de frente de toda uma geração de jovens designers que têm na representação da natureza por meio de materiais sintéticos sua principal via de expressão.



Seriedade mesmo, e disso ninguém parece abrir mão, surge apenas quando entra em cena a preservação do planeta. "Da cabeça aos pés, ela é totalmente natural. Construída com madeira líquida, traz na sua composição cânhamo, bambu, linho. Nos ajuda a entender como será nosso amanhã", derrete-se o über designer Philippe Starck, diante de Zartan, cadeira inteiramente biodegradável, desenhada com Eugenie Quitlet, para a Magis.



Um entusiasmo compartilhado pelo designer de iluminação italiano Michele De Lucchi, que, em ano de Euroluce, vê no advento dos LEDs uma revolução no desenho das luminárias. Segundo ele, é inegável que estamos diante da fonte luminosa do futuro. "Até lá vamos continuar como insetos em volta da lâmpada, tentando desvendar suas potencialidades", brinca, em alusão à J.B. Schmetterling, luminária criada por Ingo Maurer: a mais completa síntese deste momento de transição.



Para além de sua função imediata, fato é que, em Milão 2011, o móvel, em sua dimensão física, mas também emocional, ensaia passos ainda mais largos. E, em direção a regiões até então inexploradas, flerta com a escultura. Dialoga com a moda. Pretende-se eterno, mas biodegradável. "Na verdade, tudo já foi feito. Mas no mundo dos sonhos estamos sempre em busca do novo, procurando por espécies desconhecidas", pontuou Marcel Wanders.

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Paraísos artificiais
O desejo de contato com a natureza leva designers a traduzir formas e texturas em seus móveis

Sustentabilidade e desejo expresso de estar em contato com a natureza são, já há algumas edições, assuntos em alta na Semana de Design de Milão. E assim prometem continuar por muitas outras.



Novidade mesmo, e isso pode ser constatado a cada ano, é a forma como esses temas são tratados.
Elevada à condição de parâmetro estético, a representação do mundo natural por meio de técnicas e materiais abertamente sintéticos povoou a imaginação dos designers. Como que recriando um universo particular, resinas reproduzindo estruturas naturais, como plantas e corais, além de falsas pedras e peles fake, pipocaram por todas as coleções. Sem falar nas avançadas - e cada vez mais realistas - técnicas de impressão digital.



Saltando aos olhos, a dimensão do móvel se amplia para atingir regiões até então inexploradas. Afinal, no mundo do design, parecem existir sempre novas possibilidades capazes de povoar nosso imaginário e nossa casa.



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Móveis fora de série
Entre os lançamentos, objetos que fogem do banal e são imunes a cópias
Na trilha de um consumidor exigente, que pensa duas vezes antes de comprar, mas coloca a exclusividade na dianteira de suas decisões, o mercado internacional de design cresce e se sofistica. Do móvel, não se exige mais apenas uma perfeita performance. Mas o compromisso de assumir uma presença definitiva no espaço doméstico. Fazer a diferença.



Complexos processos de moldagem. Resinas de última geração. Avançadas técnicas de impressão digital e - última palavra entre os fabricantes antenados - iluminação incorporada ao móvel. Para expressiva parcela do design made in Italy, o céu parece ser o limite. Principalmente, quando o objetivo é projetar o móvel além dos limites do banal e do descartável.



Paradoxo realizado, o móvel de design, que de início se pretendia de largo consumo, percorre assim, com evidente entusiasmo, as trilhas do objeto único e exclusivo. Com pretensão de dialogar de igual para igual com a escultura e com a arquitetura. Mas, acima de tudo, cada vez mais imune a cópias.




Fonte: Marcelo Lima/O Estado de S.Paulo - Abril 2011, http://isaloni.it  e arquiteta Consuelo Jorge.